07 / 05 / 2018 - 17h49
Alckmin afirma que PSDB está preparado para as eleições

Em coletiva na sede do PSDB em Teresina, o ex-governador de São Paulo e pré-candidato à presidência da República, Geraldo Alckmin, afirmou neste sábado (5) que o PSDB está preparado para disputar as eleições com ou sem o ex-presidente Lula.

“Eu não sei quem vai ser candidato (se referindo ao PT), só a justiça pode dizer, nós estamos preparados para ser quem for. O PT é nosso adversário, já disputei com o ex-presidente Lula e fomos para o segundo turno. Claro que a situação de hoje é toda diferente”, ponderou Alckmin.

Ao ser questionado sobre a situação do senador Aécio Neves, Alckmin foi duro. “A lei é para todos. Não tem lei diferente. Ele ainda não foi julgado e vai responder por todos os atos. Era presidente do partido, mas a direção partidária foi renovada”.

O ex-governador de São Paulo afirmou que, nessa campanha, quer ser lembrado como “o candidato do emprego e renda”. Ele disse ainda que uma de suas propostas é dobrar a renda do brasileiro e ressaltou que o setor do agronegócio é bastante competitivo, citando como exemplo a experiência do Matopiba.

O pré-candidato lembrou que a produção dos Cerrados piauienses vai bater recorde, no entanto, falta infraestrutura de deslocamento. Segundo ele, o Brasil melhorou, em comparação à década de 40, mas é preciso avançar no crescimento e aumentar o PIB.

Denúncias

Sobre a Lava Jato, Alckmin afirmou que “o Brasil vai sair melhor depois de todo o trabalho feito”. Nesse contexto, ele voltou a afirmar que a justiça é para todos e ninguém está acima dela.

“A justiça não é vermelha, não é amarela, nem azul. Não devemos desacreditar nas instituições”, disse. Em seu discurso, ele citou Mário Covas e Juscelino Kubitschek.

“A população não erra e cabe a nós levarmos as informações”, acrescentou, se referendo à fala de Mário Covas. Para Alckmin, “o povo está cansado de briga” e que há duas áreas que causam maior preocupação na sociedade: a segurança e a saúde.

O pré-candidato destacou que, durante seu governo em São Paulo, reduziu de 13 mil homicídios por ano em 2011, para 3 mil por ano.

Campanha

Alckmin enfatizou que a campanha não começou ainda e que só será iniciada a partir de junho, após as convenções. Ele ressaltou que será uma campanha mais curta, só de 45 dias.

Ciro Nogueira

Alckmin foi questionado sobre uma suposta promessa de voto do senador piauiense Ciro Nogueira (PP) e respondeu que nada foi prometido nesse sentido, nem houve promessa de aliança.

Aliança com o MDB

O ex-governador de SP afirmou que seria uma indelicadeza garantir qualquer aliança nesse momento, já que o MDB tem um pré-candidato, que é o ex-ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

Alckmin destacou que não antecipará qualquer informação, disse apenas que está conversando com quatro partidos, mas não quis revelar os nomes.

Eleitores

Alckmin declarou que seu eleitor não é da classe rica e acredita que terá a oportunidade de levar sua mensagem a todos durante a campanha.

Ao ser questionado sobre a falta de punições aos tucanos em denúncias de corrupção, ele voltou a afirmar que “a justiça não tem cor, é para todos e que a justiça não passará a mão na cabeça de criminosos”.

Privatizações

Durante a coletiva de imprensa, Alckmin garantiu que não vai privatizar o Banco do Brasil e criticou a concentração de bancos. Ele disse que é preciso investir em sistemas de cooperativas de crédito.

O presidenciável também disse que é a favor dos programas de complementação de renda e voltou a afirmar que o Bolsa Família é um programa que nasceu do PSDB e que o Fome Zero foi um programa de complementação de renda do PT, “que foi redundante fracasso.

Ele disse que sua campanha será voltada para o desenvolvimento, que é “o novo nome da paz”, e acredita ser possível fazer uma agenda positiva para o Piauí voltar a crescer.

Alckmin chegou à sede do PSDB acompanhado do prefeito Firmino Filho, do secretário da FMS, Sílvio Mendes, do deputado Luciano Nunes, pré-candidato ao governo do Piauí pelo PSDB, do ex-governador Freitas Neto e de Marcos Elvas, presidente do partido. O pré-candidato tucano foi recepcionado também por militantes.

(Cidade Verde)