Política

Lula oferece transparência condicional em eleições presidenciais

Lula autoriza quebra de sigilo bancário e fiscal, desde que Flávio Bolsonaro faça o mesmo.

Por Administrador · 20 de outubro de 2026 · 13:56
Lula oferece transparência condicional em eleições presidenciais

Em documento enviado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva autorizou a quebra de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, bem como os de familiares, desde que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) siga o mesmo procedimento. A medida foi solicitada nesta terça-feira (20), no contexto da disputa presidencial, que culmina no domingo (25).

O requerimento, apresentado formalmente ao TSE, está vinculado a uma promessa feita pelo candidato durante um debate na TV Band, no último domingo (18). Na ocasião, Lula desafiou Flávio a compartilhar informações financeiras com a população, a fim de "informar adequadamente os eleitores".

Detalhes do pedido

Além de seus dados, Lula disponibilizou também os registros de Janja Lula da Silva, primeira-dama, e dos cinco filhos: Lurian Cordeiro, Marcos Cláudio, Fábio Luís, Sandro Luís e Luís Cláudio Lula da Silva. O documento menciona a empresa L.I.L.S. PALESTRAS, EVENTOS E PUBLICAÇÕES LTDA, vinculada ao presidente, e elenca cinco pessoas jurídicas relacionadas a Flávio, incluindo uma offshore.

"A divulgação pública dos dados bancários, fiscais e telefônicos dos dois candidatos, antes de 21 de outubro, é essencial para que a população possa votar com clareza", afirma o texto.

O requerimento inclui uma condição: Lula só retirará os sigilos de si e de sua família caso Flávio Bolsonaro faça o mesmo em relação a si, à esposa Fernanda, aos pais Jair Bolsonaro e Rogéria Bolsonaro (PL-RJ), e aos irmãos Carlos, Eduardo e Jair Renan.

Contexto político

A petição foi encaminhada ao presidente do TSE, ministro Kássio Nunes Marques. Em evento de campanha em São Luís, Lula destacou a proposta como um "desafio à sociedade brasileira":

"Estou disposto a que a população saiba quem é ladrão ou corrupto. Quero ver se ele tem coragem", afirmou.

O documento, que será analisado pelo TSE, reflete uma estratégia de transparência eleitoral, mas depende da reciprocidade do adversário.

Com informações de Agência Brasil (EBC).

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