Flávio Bolsonaro exerce atividade parlamentar nos EUA durante sessão remota do Senado
Senador votou remotamente na PEC da Segurança Pública, apesar de não ter informado formalmente sua ausência ao Senado
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) participou remotamente da sessão do Senado na terça-feira (3), durante a aprovação por unanimidade da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública. O senador, que está nos Estados Unidos desde a semana passada, não comunicou à Mesa Diretora do Senado sua ausência do país após a derrota no segundo turno das eleições.
A decisão de deixar o Brasil foi tomada contrariando uma ordem judicial que exigia a entrega de seus passaportes à Polícia Federal. O magistrado Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), havia determinado a medida em investigação que envolve Flávio Bolsonaro e seu advogado, Willer Tomaz, por suspeita de lavagem de dinheiro relacionada a apostas (bets).
Contexto legal e parlamentar
- PEC da Segurança Pública aprovada sem redução da maioridade penal
- Ação Popular pede suspensão de salário do senador
- Itamaraty investiga ajuda de diplomata argentina
A sessão plenária de terça-feira foi a primeira em que o senador registrou presença remotamente desde sua saída do país, alegando perseguição política. Ele votou a favor da PEC do governo federal, que amplia a integração entre órgãos de segurança pública federais, estaduais, municipais e do Distrito Federal.
Posição na discussão
Flávio apoiou a Emenda nº 85, do senador Carlos Portinho (PL-RJ), que prevê a participação das Forças Armadas no Fundo Nacional de Segurança Pública para ações contra crimes transfronteiriços e ambientais. Ele votou contra a proposta do relator, Rogério Carvalho (PT-SE), que defendia a separação da discussão sobre a redução da maioridade penal.
A Agência Brasil questionou o Senado sobre a situação do senador, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. A equipe de gabinete de Flávio Bolsonaro também não respondeu aos questionamentos.
O advogado Leonardo Nicolau Passos Marinho, autor de uma ação popular que pede a suspensão do pagamento de salários do senador, afirmou que as regras do Senado exigem licença prévia para ausências. “A participação remota não invalida a ação popular, mas reforça a necessidade de esclarecimento sobre o abandono do mandato”, destacou.
Com informações de Agência Brasil (EBC).
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